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Como alguém tem coragem de tirar um brinde das mãos de Paul McCartney? Devia ser um fã do Rolling Stones.

Sem a lembrança, restou a Sir. Paul assistir à atuação de gala de Joe Johnson.

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Uma vez, lá pelos idos de 93, 94, minha mãe me presenteou com um boné do Boston Celtics. Pode ter sido pelo verde, pelo leprechaun ou porque era o único na loja. Não sei. Mas ela escolheu o boné e eu, meu time na NBA.

Bill Russell, Red Auerbach, Larry Bird. Não sabia nada disso. NBA pra mim era Jordan, Pippen, Shaq e olhe lá. Mas aí, com o tempo, você vai crescendo. NBA na MTV, na Rede TV!, TV a cabo, internet. Comecei a acompanhar mais, com uma maior atenção ao Celtics, basicamente por conta do boné.

Mas os anos 90 e boa parte dos anos 2000 foram amargos. Não importa. Como Gustavo Battaglia me disse certa vez, quando você começa a conhecer o Celtics, você gosta. E você gosta porque este time tem história.

E em 2008, a história do Celtics mudou. Depois de anos horríveis, vergonhosos, o time finalmente era bom. Aliás, bom não. Era o melhor. E o título no final da temporada, em cima do Lakers, não me deixa mentir.

O que mudou a história do Celtics? A formação do Big Three, claro. Depois de 10 anos tendo que bater o escanteio e correr pra cabecear, Paul Pierce ganhou uma bela companhia. Uma não; duas.

Kevin Garnett já era MVP de regular season, jogador defensivo de temporada, All-Star. Estrelaça. Das maiores da liga. Deu ao Celtics uma força impressionante.

Junto com KG, veio Ray Allen. O Ray Allen do Bucks, do SuperSonics, das bolas de três, da frieza nos momentos mais decisivos, da liderança em quadra, fora dela, da dedicação impressionante nos treinos, das visitas aos ginásios nos dias de jogos 6 horas antes das partidas começarem, das sete bolas de três no jogo 6 da final de 2008, da quebra de recorde do Reggie Miller, também contra o Lakers. O Ray Allen que, nos últimos cinco anos, tornou-se o Ray Allen do Boston Celtics.

Pois Ray Allen não é mais do Boston Celtics. Por 9,5 milhões de dólares e pelos próximos três anos, ou até quando durar sua carreira, Ray Allen será jogador do Miami Heat. O Big Three, que mudou a história do Celtics, acabou!

Li que ele deu uma entrevista dizendo que espera que a cidade de Boston entenda a decisão e não o odeie. Pois bem, Ray Ray, fique tranquilo! Nenhum morador de Boston, nenhum torcedor do Celtics tem como te odiar. Porque, também graças a você, os últimos anos, acima de tudo, recuperaram o orgulho celta! E nessa história tão rica, que continua a ser escrita, você já tem uma boa parte reservada!

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Everybody get up it’s time to slam now
We got a real jam goin’ down
Welcome to the Space Jam

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